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Após anúncio do Ministério da Saúde, Campinas espera receber vacinas contra bronquiolite para bebês do grupo de risco

Doses contra bronquiolite passam a ser ofericdas pelo SUS a bebês prematuros a partir de fevereiro, segundo Ministério da Saúde. Prefeitura de Santos Após o...

Após anúncio do Ministério da Saúde, Campinas espera receber vacinas contra bronquiolite para bebês do grupo de risco
Após anúncio do Ministério da Saúde, Campinas espera receber vacinas contra bronquiolite para bebês do grupo de risco (Foto: Reprodução)

Doses contra bronquiolite passam a ser ofericdas pelo SUS a bebês prematuros a partir de fevereiro, segundo Ministério da Saúde. Prefeitura de Santos Após o anúncio do Ministério da Saúde, feito nesta quarta-feira (4), de que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilizará vacina contra a bronquiolite para bebês prematuros e com comorbidades, Campinas aguarda o repasse do imunizante pelo governo de São Paulo. A medida pode ajudar a reduzir os casos da doença que, em 2025, somaram 596 registros em bebês com menos de um ano na cidade, segundo o governo de SP. O número representa uma média de 50 casos por mês. 💉O imunizante oferecido pelo SUS é o nirsevimabe, um anticorpo que fornece proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite. Diferente das vacinas tradicionais, ele não estimula o organismo do bebê a produzir anticorpos, mas já entrega o “anticorpo pronto” para combater o vírus. Já a prefeitura de Campinas, registrou 1.183 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados pelo VSR, sendo a maioria em bebês menores de 1 ano, com 14 óbitos no período. 💉O imunizante passou a ser oferecido pela primeira vez na rede pública em dezembro do ano passado, para gestantes . Isso porque os anticorpos poderiam ser passados pela placenta aos bebês. Agora, o foco são os próprios bebês, que são o público mais vulnerável à doença. 👶Quem poderá receber a vacina? Bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação ou bebês de até dois anos com comorbidades. Entre as as comorbidades que dão direito à vacinação estão doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatia congênita, anomalias das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave e síndrome de Down, entre outras. Segundo a pediatra e professora de medicina Lívia Franco, o passo representa uma vitória com potencial para salvar muitas vidas, já que oferece maior proteção a quem mais precisa. "Quanto mais nova for a criança, mais é mais comum ela ter o quadro de bronquiolite. E também mais grave pode ser o desfecho da doença nessa criança. As crianças que têm doenças associadas, que são as comorbidades e a prematuridade são condições que podem deixar essa doença ainda mais grave", explica a médica. Segundo ela, o ideal é que bebês prematuros recebam o imunizante o mais cedo possível, preferencialmente ainda na maternidade. Já crianças com comorbidades devem receber duas doses, considerando a sazonalidade do vírus, que costuma se intensificar a partir de março. “A recomendação é proteger principalmente nos dois primeiros anos de vida, que são os mais críticos tanto para contrair a bronquiolite quanto para desenvolver formas graves da doença”, explica Lívia Franco. Além da vacinação, a médica destaca outras formas de prevenção, como a higienização frequente das mãos, evitar visitas e aglomerações nos primeiros meses de vida e cuidados redobrados com bebês que ainda não têm o sistema imunológico totalmente formado. O que é bronquiolite Casos de vírus sincicial respiratório aumentam 46% na região de Campinas em 2025 A bronquiolite é uma inflamação das pequenas vias aéreas dos pulmões, estruturas muito finas responsáveis pela entrada e saída de ar durante a respiração. A médica explica que quando essas vias inflamam, o bebê passa a ter dificuldade para expelir o ar, o que provoca chiado no peito, desconforto respiratório e, em casos mais graves, falhas na respiração. Segundo a pediatra Lívia Franco, a doença é uma das principais causas de internação prolongada, uso de UTI e óbitos em bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. Quanto menor a criança, maior o risco de evolução para quadros graves, principalmente em bebês prematuros ou com comorbidades associadas. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas