Investigado por fraudes em licitações, vice-prefeito de Hortolândia volta ao cargo após autorização da Justiça
Cafu César Reprodução/Facebook A Prefeitura de Hortolândia (SP) informou que o vice-prefeito Cafu César (PSB) voltou ao cargo nesta quinta-feira (19) após...
Cafu César Reprodução/Facebook A Prefeitura de Hortolândia (SP) informou que o vice-prefeito Cafu César (PSB) voltou ao cargo nesta quinta-feira (19) após autorização da Justiça. Alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes em licitações públicas, ele estava afastado da função desde novembro de 2025. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Carlos Augusto César, de 63 anos, foi preso em 12 de novembro. No dia 18 do mesmo mês, a Câmara Municipal aprovou que ele se afastasse do cargo sem remuneração. Em dezembro, a Justiça acatou o pedido de habeas corpus que revogava a prisão preventiva, determinando medidas cautelares. Na última quinta-feira (12), quatro meses após deixar o cargo temporariamente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou um novo recurso e revogou parte das medidas cautelares, inclusive a que determinava o afastamento de Cafú das suas funções públicas. Dessa forma, entre as medidas impostas atualmente, estão: Comparecimento mensal em juízo. Retenção do passaporte. Proibição de comunicação com os demais investigados arrolados no caso (limitando a restrição apenas aos investigados, e não mais a qualquer agente público). Operação da PF Vice-prefeito de Hortolândia é preso em operação da PF contra fraudes em licitações O vice-prefeito, segundo a investigação da Polícia Federal, direcionava licitações do município e a liberação de pagamentos para empresa Life Tecnologia Educacional em troca de vantagens indevidas. Há indícios de que ele teria recebido pelo menos R$ 2,4 milhões. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cafu Cesar fez compras de R$ 2,9 milhões em artigos de luxo, pagou R$ 1,2 milhão por um imóvel em espécie e também teria acesso a uma BMW 320i por meio da empresa envolvida no esquema. Entenda as fraudes Segundo a investigação, a organização criminosa usava lobistas para intermediar contatos entre a Life Tecnologia Educacional, empresa usada no esquema, e o poder público. O dinheiro arrecadado era lavado por meio da ação de doleiros que geravam o montante em espécie para repassar propinas aos envolvidos nas etapas anteriores. Segundo a PF, a maioria dos créditos recebidos pela Life entre 2021 e 2024 vem de recursos públicos. Os valores recebidos de Sumaré, Hortolândia e Morungaba totalizam R$ 99.399.812,87. A investigação também aponta um valor de R$ 11.757.440,96, possivelmente referente à cidade de Limeira. Com isso, o total proveniente de entes públicos é de R$ 111.157.253,83. Em termos de faturamento por notas fiscais, as vendas da Life para esses municípios somaram pouco mais de R$ 86 milhões. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
